Renata Costa, 32 anos, vive em uma comunidade quilombola no interior de Minas Gerais, juntamente com o marido e seus dois filhos: Nayara (12 anos) e Dêikson (9). Os dois são apadrinhados e participam das atividades realizadas pela organização parceira na região. Durante as sessões do programa “Eu Me Amo, Eu Me Cuido”, desenvolvido por especialistas em proteção infantil do ChildFund, Nayara e Dêikson aprenderam que adultos não podem tocar em algumas regiões do corpo, como nas partes íntimas. “Está acontecendo muitos casos de adultos fazerem isso com crianças. E isso [o projeto] é muito bom para que meus filhos tenham maior proteção e aprendam a sempre fazer o certo”, destaca Renata. Isso incentiva todos a serem um guardião da infância.
Quando criança, Renata foi apadrinhada no ChildFund e até hoje guarda as lembranças daquela época. “Eu me lembro de receber incentivo para estudar e lia palavras de carinho da minha madrinha, coisas que estimulam muito uma criança. Guardo várias cartas até hoje”, conta a dona de casa.

Além de terem lembranças que guardarão para toda a vida, hoje, as crianças apadrinhadas participam de atividades, nas quais aprendem diversos aspectos sobre a vida, especialmente, a proteção.
Mobilização do ChildFund e das organizações parceiras
Para alcançar crianças, adolescentes e jovens e oferecer atividades como as sessões do “Eu Me Amo, Eu Me Cuido”, o ChildFund e as organizações locais firmam parcerias para realizá-las nas localidades mais distantes do espaço urbano. “As oficinas acontecem na escola da comunidade quilombola, localizada a uns 20 minutos daqui de casa”, revela Renata, que mora a cerca de 40 minutos da cidade.
A mesma mobilização acontece em todos os seis estados, onde há essa modalidade de parceria com o ChildFund, por exemplo, no interior do Piauí. A organização local realiza as atividades em uma escola da comunidade rural, situada a uma hora da sua sede.

As parcerias também são feitas com órgãos do Sistema de Garantia de Direitos, como Conselho Tutelar, que participam das oficinas para orientar crianças sobre temas como prevenção de violência sexual, tanto física quanto na internet.

Dessa forma, toda a comunidade se sensibiliza sobre a importância de proteger as crianças e, assim, todos se tornam um Guardião da Infância e dos seus direitos.
Por que é importante ser Guardião da Infância?
Segundo o IBGE (SIS, 2022), mais de 20 milhões de crianças e adolescentes com até 14 anos vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil. Essa situação permite que as crianças estejam mais expostas a violações, como trabalho infantil e situações de violência. E, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a criança tem prioridade absoluta. Realizando atividades, evitando que as crianças sejam submetidas a qualquer forma de violência ou exploração e mobilizando toda a comunidade, criamos um ambiente seguro na localidade. Por isso, nosso trabalho deve continuar!

Seja um Guardião da Infância e crie melhores futuros
Com uma doação mensal de R$ 29,90, você se torna um Guardião da Infância! E mobiliza milhares de pessoas, nas comunidades de atuação conjunta do ChildFund e seus parceiros a desenvolver programas e atividades que contribuem na defesa de crianças, adolescentes e jovens.
Acesse o nosso site e venha criar futuros com mais proteção!