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ChildFund transforma realidades: conheça as histórias da Raquel e da Sabrina

Equipe ChildFund

Mais de 20 milhões de crianças e adolescentes vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil (IBGE, SIS, 2021). Trata-se de uma realidade desafiadora e que deve mobilizar sociedade, Estado e organizações do Terceiro Setor para transformar essa realidade. O ChildFund, presente no Brasil há quase 60 anos, cumpre com esse propósito, com o apoio de empresas, doadores, padrinhos e madrinhas.

Para quem é realmente impactado com o ChildFund, esse simples gesto faz toda a diferença, e ter essa iniciativa é um ato de empatia e amor ao próximo. É saber que essa ação tem o poder de transformar o futuro de uma criança ou adolescente. É o caso da Raquel Oliveira da Silva, que foi apadrinhada dos dez anos aos 15 anos. Na época, sua família vivia em situação de vulnerabilidade social, e com o apadrinhamento, ela participava de diversas atividades no Centro Social de Apoio à Criança e ao Adolescente Paulo VI, organização parceira do ChildFund Brasil, em Belo Horizonte, como oficinas de teatro, capoeira, dança afro e pintura.

A madrinha de Raquel era da Nova Zelândia e, apesar de ser de tão longe, a atitude de uma completa desconhecida facilitou para que o futuro da jovem fosse alegre e cheio de conquistas. “Lembro da euforia de receber uma carta falando que fomos apadrinhados. Nem sabíamos direito o que era ter um padrinho, mas ao receber uma carta, ficávamos muito alegres e, a partir daquele momento, começava o primeiro contato com a pessoa. Toda vez que chegava a carta era uma surpresa, porque podia vir um presente, uma foto, adesivo ou até mesmo uma ajuda financeira”, relembra Raquel.

Raquel exibe envelope da madrinha
Raquel exibe o envelope da carta enviada por sua madrinha da Nova Zelândia. Foto: Marcelo Martins

O projeto era uma válvula de escape para a jovem, que vivia um clima conturbado em casa, seja pelas brigas familiares, pelas alterações de vozes ou até mesmo por precisar ir ao Centro de Apoio para almoçar. Ela conta que este clima e sentimento eram comuns entre as crianças que participavam do projeto. O momento de receber uma carta do padrinho ou madrinha e ter que escrever outra para enviar novamente, era repleto de alegria, pois era uma “desculpa” para sair de casa e ir ao projeto.

“Eu me lembro da emoção que era. Ela sempre perguntava como eu estava, o que eu estava fazendo e me dava palavras de motivação. A carta sempre chegava nos dias certos e mais tristes, quando eu realmente precisava daquilo. Não tem nem como descrever. É bom saber que tem alguém que, mesmo de longe, esteja ali com você e te apoiando. Fui uma criança que vivia num lar muito conturbado, então escrever a carta era um momento de paz e que trazia alento e eu saia da bagunça da minha casa. Era realmente resgatada pela carta”, destaca. Raquel hoje está com 32 anos e é professora do ensino infantil no Centro Social de Apoio à Criança e ao Adolescente Paulo VI.

 

Mesmo com a distância, o apadrinhamento cria laços

O desenrolar da história de Raquel demorou alguns anos para acontecer, mas outros já possuem recentes desfechos. Sabrina da Silva, de 23 anos, também é de Belo Horizonte e passou pela mesma organização que Raquel, o Centro Social de Apoio à Criança e ao Adolescente Paulo VI. Ela foi apadrinhada aos 11 anos e manteve o vínculo até os 18, que completou em 2019. “Eu me lembro de que existia muito carinho entre eu e minha madrinha. Era uma troca grande, onde eu atuava durante todo o ano sobre minha família e minhas realizações. Ela sempre me dava bons conselhos e dizia para eu seguir nos estudos, então eu absorvi bastante isso, porque é importante. Hoje em dia faço faculdade de contabilidade e trabalho na organização que participava”, conta Sabrina.

Durante os anos que fez parte do Centro de Apoio como aluna, a jovem participava de algumas oficinas, entre elas a de Taekwondo. Durante todo o processo de transição da infância para a adolescência, Sabrina teve a presença da madrinha, mesmo que de longe. “Se você tiver a oportunidade de apadrinhar uma criança, apadrinhe! Porque faz toda a diferença na vida dela. Por mais que vocês não se conheçam pessoalmente, as cartas fazem toda a diferença”.

Sabrina no local onde realizava aulas de taekwondo. Foto: Marcelo Martins.

Como apadrinhar uma criança?

Acesse o site do ChildFund e contribua para a transformação de vidas, criando melhores futuros a milhares de crianças, adolescentes e jovens, como aconteceu com a Raquel e com a Sabrina. Clique aqui.

 

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