A população brasileira entre zero e 19 anos corresponde a cerca de 50 milhões de pessoas, segundo o Censo de 2022, e um terço desse grupo já sofreu algum tipo de agressão virtual. Esse dado foi destacado na primeira parte da nossa pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, que possui foco na violência sexual virtual.
A segunda parte da pesquisa tem o intuito de entender os comportamentos digitais dos adolescentes e os desafios enfrentados no ambiente on-line. Os primeiros dados divulgados em 2024 revelaram que, dos adolescentes que já sofreram algum tipo de violência, cerca de 12% já foram vítimas de duas ou mais formas dessa violação (com ou sem interação com o agressor).
De acordo com a SaferNet, 53 mil novas denúncias de crimes envolvendo imagens de abuso e exploração sexual infantil foram realizadas em 2024, representando queda, em relação ao ano anterior – recorde na série histórica e e o maior em 18 anos -, porém mais gravidade nos crimes.
Maio Laranja
Com o principal objetivo de sensibilizar a população acerca dos cuidados com crianças, adolescentes e jovens, o foco da nossa campanha – realizada pela terceira vez no Brasil – está voltado para o ambiente virtual, espaço propício para a ocorrência de diversos crimes. “O grande problema do acesso ao ambiente digital é a falta de supervisão. Hoje, temos muitas ferramentas de controle parental que podem ajudar, tanto para pais de crianças menores, quanto para responsáveis por adolescentes. A tecnologia pode ajudar e oferecer diversos ensinamentos, mas é preciso que sempre haja um adulto supervisionando os acessos”, afirma Mauricio Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil.
Estudo mapeia comportamento on-line dos jovens
Na primeira parte do estudo, foi possível identificar a quantidade de horas que adolescentes ficam on-line e até os horários de maior vulnerabilidade e exposição. Eles passam, em média, quatro horas por dia conectados em ambientes digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos. A conexão é feita, principalmente, via celular, e as horas não consideram o tempo dedicado a atividades escolares.
Com quase 8.500 estudantes que participaram da entrevista, 20% afirmam ter interagido com pessoas desconhecidas e suspeitas na internet. “A primeira parte da pesquisa conseguiu identificar os principais fatores que deixam os adolescentes vulneráveis na internet, o que possibilita que pais e responsáveis ajam com um maior embasamento para evitar os casos. Nesta segunda parte, esperamos contribuir ainda mais para a proteção de crianças, jovens e adolescentes, principalmente na criação de leis e de estratégias de defesa”, destaca Mauricio.

Como você pode colaborar?
Para que o ChildFund continue com esta campanha, doe e colabore para a realização de oficinas de informática, nas quais crianças, adolescentes e jovens aprendem a navegar na internet com mais segurança. Dessa forma, você colabora para o aumento da proteção infantojuvenil na internet. Afinal, Criança Segura, Futuro Garantido! Clique aqui para doar.